Turista uruguaio morto por engano no Réveillon ostentava vida de luxo nas redes sociais; VEJA
05/01/2026
(Foto: Reprodução) Carlos Adrian Manccini Piriz ostentava vida de luxo nas redes sociais
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Carlos Adrian Manccini Piriz, uruguaio de 36 anos que morreu após ser baleado durante o Réveillon na Praia da Enseada, em Guarujá, no litoral de São Paulo, era empresário e ostentava uma vida de luxo nas redes sociais. Ele chegou a ser preso em 2023 por fraude e receptação, mas foi solto em seguida.
Conforme apurado pelo g1, Piriz morava em São Paulo e mantinha uma loja online de camisas de time e itens de grife, como bolsas, sapatos, carteiras e óculos. Ele fundou uma microempresa em abril de 2025, no Rio Grande do Sul.
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Nas redes sociais, o empresário publicava fotos e vídeos em restaurantes e viagens. Também aparecia usando joias como correntes e anéis, além de exibir um cartão black, categoria premium associada à alta renda.
Piriz mostrava ainda o carro BMW, que descrevia como “sonho”. Em julho de 2025, escreveu sobre a vida empreendedora: “De onde eu venho, isso parecia impossível. Mas com disciplina, visão e coragem, hoje faz parte do meu dia a dia. Nunca pare de acreditar no seu próximo nível”, publicou, em julho de 2025.
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Prisão e extradição
Em 2023, o Governo do Uruguai entrou com um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Justiça Brasileira prendesse e extraditasse Piriz. Ele foi acusado de aplicar cerca de 35 golpes pela internet, causando prejuízo de mais de 300 mil pesos uruguaios (cerca de R$ 40 mil).
Segundo o processo, as vítimas eram enganadas em compras de peças automotivas, suplementos e calçados, mas não recebiam os produtos e eram bloqueadas após a transação.
Carlos Adrian Manccini Piriz publicava sobre viagens e restaurantes nas redes sociais
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Em setembro de 2023, o STF decretou a prisão preventiva dele para fins de extradição. Piriz foi detido no dia 15 daquele mês e ouvido pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul.
Já em 2024, o Supremo deferiu o pedido de extradição feito pelo Governo Uruguaio, mas não há informações se Piriz foi conduzido ao país de origem.
Carlos Adrian Manccini Piriz foi baleado na praia da Enseada após a virada do ano
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Morte
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), um grupo se aproximou do policial de 43 anos, que estava acompanhado de familiares, e um dos homens teria ameaçado sacar uma arma debaixo da camisa.
Apesar dos processos e da extradição autorizada, a morte do turista não teve relação com essas questões. Segundo as autoridades, Carlos foi baleado por engano durante uma troca de tiros entre suspeitos e um policial à paisana, alvo de tentativa de assalto na Praia da Enseada, na madrugada de quinta-feira (1).
Carlos Adrian Manccini Piriz foi baleado na praia da Enseada após a virada do ano
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A SSP-SP informou que, diante da situação, o policial reagiu e houve troca de tiros. Os suspeitos fugiram, mas Piriz foi atingido e não resistiu.
A Polícia Militar também se manifestou sobre o ocorrido: “Lamentavelmente, um cidadão que estava no local foi atingido por um disparo”, disse em nota. Ainda segundo a corporação, o homem recebeu socorro imediato e foi acompanhado durante atendimento médico.
No entanto, a família da vítima e uma testemunha ouvida pelo g1 negaram que houve troca de tiros, pois o suposto ladrão não estaria armado.
Em nota, a SSP-SP informou que a pistola calibre .40 do policial foi apreendida para perícia. O caso foi registrado como roubo e lesão corporal na Delegacia de Guarujá. Segundo a secretaria, diligências seguem em andamento para identificar os suspeitos e esclarecer todas as circunstâncias dos fatos.
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